A próstata é uma glândula localizada
próximo à bexiga cercando a uretra na
sua porção inicial. As secreções
prostáticas são o maior componente
do líquido seminal (ou esperma).
A origem do CP é desconhecida,
entretanto, presume-se que alguns
fatores possam influenciar o
seu desenvolvimento.
Entre eles, o fator genético, visto a
incidência desta neoplasia ser maior
em familiares portadores da doença.
A presença de CP em parentes do
primeiro grau aumenta a probabilidade
de diagnóstico desse câncer em 18%.
O fator hormonal é bastante importante,
pois essa neoplasia regride de maneira
significativa com a supressão dos
hormônios masculinos
(por exemplo, castração).
Pesquisas feitas em ratos tratados
cronicamente com testosterona
mostraram o desenvolvimento do
câncer de próstata nesses animais.
A testosterona não é indutora de câncer,
entretanto, em homens já com a neoplasia
ou com predisposição, a testosterona
estimularia o seu crescimento.
Por outro lado, o CP não ocorre em eunucos.
Ultimamente, tem se dado muita atenção
ao fator dieta. Dietas ricas em gordura
predispõem ao câncer e as ricas
em fibras e tomate diminuem o seu
aparecimento.
Baseados em levantamentos epidemiológicos
em áreas geográficas de maior incidência
de CP notou-se que dietas ricas em
gordura aumentam os riscos de
seu aparecimento. Talvez por
interferência no metabolismo dos
hormônios sexuais, várias outras
substâncias estão sob investigação
como as vitaminas, o cádmio, o zinco.
Doenças venéreas não tem relação
com o CP embora o herpesvírus tipo II
e o citomegalovírus induzam
transformações carcinogenéticas em
células embrionárias de hamster
(pequeno animal de experimentação).
O fator ambiental é alvo, também, de
investigação. Populações de baixa
incidência de CP, quando migram
para áreas de alta incidência, apresentam
um aumento na ocorrência de casos.
Fumaça de automóveis, cigarro, fertilizantes
e outros produtos químicos estão sob suspeita.
O que se sente?
Nas fases iniciais nada se sente.
O tumor somente é detectado em
exames clínicos e laboratoriais
de rotina que são:
o toque retal e
a dosagem do antígeno
prostático específico ou PSA.
Nos casos de CP sintomático,
o paciente se queixa de dificuldade
para urinar, jato urinário fraco,
sensação de não esvaziar bem a bexiga,
ou seja, sintomas de obstrução urinária
. Sangramento na urina pode ser
uma queixa, embora mais rara.
O paciente pode manifestar dores ósseas
como sinal de uma doença
mais avançada (metástases).
Anemia, perda de peso, adenopatias
(ínguas) no pescoço e na região
inguinal podem também ser a
primeira manifestação da doença.
Como se faz o diagnóstico?
Todo o homem a partir dos 45 anos
deve realizar o toque retal e dosagem
do PSA, principalmente aqueles
com história familiar de CP
(e de câncer de mama),
independentemente de sintomas.
Em caso de toque anormal e ou PSA
elevado, o paciente deverá ser submetido
a uma ecografia transretal com
biópsia prostática.
Os fragmentos obtidos serão levados
ao exame anátomo-patológico.
Uma vez confirmado o diagnóstico,
o tumor deverá ser estagiado.
Isto significa que exames deverão ser
solicitados a fim de que se possa
saber se o tumor está confinado à
próstata ou se já invadiu órgãos adjacentes
(bexiga, vesículas seminais, reto)
ou se já enviou metástases.
A cintilografia óssea é o exame
mais útil nessa fase e nos dá
informações quanto à
metástases no esqueleto.
Outros exames eventualmente
pedidos são:
fosfatase alcalina,
tomografia computadorizada
de abdômen, radiografias de tórax,
radiografias do esqueleto.
Como se trata?
O CP pode estar confinado à próstata
na forma de um pequeno nódulo,
como também pode estar restrito
a ela, porém envolvendo toda a
glândula. O CP, além de localizado,
pode estar comprometendo os
limites desse órgão e invadir outros
órgãos adjacentes, como as vesículas
seminais ou a bexiga. Linfonodos obturadores
e ilíacos são, geralmente, o primeiro estágio
das metástases para depois
ocorrerem metástases ósseas.
Para descrever a extensão do tumor
(estadiamento) existem várias classificações
(classificação de Whitmore, TNM).
Além do fato extensão tumoral, é
importante saber que o CP apresenta
uma diversificação de células, mais ou
menos malignas, que também sofrem
um processo de classificação
(Classificação de Gleason).
Baseado no estadiamento do tumor
e de sua classificação de Gleason é
que se escolhe o tipo de tratamento.
Para os tumores localizados dentro da
glândula, a prostatectomia radical e
a radioterapia são as primeiras
opções e consideradas curativas.
Os tumores que avançam para fora
da próstata, mas sem evidência de
metástases, são geralmente
tratados com radioterapia.
Os tumores metastáticos são
paliativamente controlados com
hormônios femininos, orquiectomia,
drogas anti-androgênicas
ou análogos do LHRH.
O tratamento do CP é muito controverso
pois são muitas as variáveis: